O Campeonato Brasileiro trouxe na edição 2012 um novo personagem no campo de jogo. Ou melhor, dois. São os árbitros de gol. A estreia desses assistentes adicionais que ficam ao lado das goleiras estava sendo aplaudida até os 13 minutos do segundo tempo de Vasco x Grêmio, na primeira rodada.
Foi quando Marcos André da Penha, árbitro adicional 1, induziu Célio Amorim, árbitro aspirante Fifa de Santa Catarina, a anular gol legal de Miralles. Acabou se tornando a primeira interferência da nova função em um resultado do campeonato: vitória vascaína por 2 a 1.
Em entrevista ao Guia do Brasileirão, publicado por ZH no sábado, Leonardo Gaciba, comentarista de arbitragem da Rede Globo e do SporTV, antecipava que a adaptação de quarteto de arbitragem para sexteto seria complicada.
A CBF recebeu autorização da Fifa para utilizar os árbitros de gol no dia 19 de abril. Esse um mês até o começo no Brasileirão foi insuficiente para o treinamento adequado. Apenas as federações de São Paulo e Rio tinham experiência na função, exercida por árbitros centrais e não bandeirinhas – utilizam há dois anos.
Para implementar a novidade, a Comissão de Arbitragem da CBF realizou um congresso em Goiânia-GO. Durante 15 dias, instrutores difundiram as orientações pelas federações.
A previsão de Altermir Hausmann, assistente Fifa, de talvez mais de um ano para adaptação, sinaliza que novos equívocos acontecerão.
— É um elemento (o árbitro de gol) informante e não de decisão. O que está faltando é um pouco de tranquilidade na hora da decisão. Talvez isso nem ocorra no primeiro ano, nas primeiras rodadas — projetou Hausmann.
O presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa, disse que a comissão percebeu "certa passividade do árbitro" de Vasco e Grêmio.
— Pedi que ele se manifeste e a análise do lance à ouvidoria.
Os árbitros de gol
Após dois anos de testes em campeonatos estaduais, os árbitros de gol enfim serão utilizados no Campeonato Brasileiro. Este ano, a Fifa orientou as Federações para que invertessem o lado desse assistente adicional. No início dos testes, eles ficavam no lado oposto ao do auxiliar, alterando a movimentação do árbitro central.
A Fifa orienta que os árbitros de gol não façam gestos ostensivos. Devem comunicar as infrações ao árbitro central via rádio, com palavras curtas como pênalti, falta e simulação.
São dois os principais motivos para o acréscimo destes auxiliares:
1 — Monitorar a zona da área onde há maior dificuldade para o árbitro tomar a decisão correta. O deslocamento dos árbitros centrais é feito, preferencialmente, em diagonal, atrás e à esquerda da bola. Para observar os lances nesta área, eles têm de abandoná-la, o que é contraindicado.
2 — Conferir se a bola ultrapassou a linha de gol e infrações dentro da área, fora do campo de visão do árbitro, como empurrões na cobrança de escanteio.
Comunicadores
A tecnologia usada no Brasileirão é a mesma da Europa: sinal aberto entre o árbitro, os dois assistentes e os dois árbitros de gol. O árbitro reserva é o único que tem de apertar o dispositivo para falar com os colegas.
A tecnologia usada no Brasileirão é a mesma da Europa: sinal aberto entre o árbitro, os dois assistentes e os dois árbitros de gol. O árbitro reserva é o único que tem de apertar o dispositivo para falar com os colegas.
Preste atenção
Assim como o bandeirinha, como é conhecido popularmente o auxiliar, o árbitro de gol é uma figura informativa. A decisão final cabe ao árbitro central da partida.
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