O documento foi entregue ao
subprocurador-geral da República, Aurélio Virgílio Veiga, pelo
presidente do conselho, Michel Platini. A vice-presidente da Comissão
dos Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, Erika Kokay
(PT-DF), também participou da reunião.
Na audiência, Aurélio Virgílio recebeu a
representação e disse que o documento será encaminhado até esta
sexta-feira (25) à Procuradoria Regional da República do Estado de São
Paulo. Segundo Virgílio, será feita uma recomendação imediata quanto ao
horário de veiculação do programa. A intenção é que a exibição seja
realizada em horário que resguarde crianças e adolescentes. “A
Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão não defende programas que
utilizem a humilhação dos outros como forma diversão de alguns”,
argumentou o subprocurador.
O
conselho sugere que, no horário da veiculação do programa (às 21h),
sejam exibidos vídeos educativos com a finalidade de combater todas as
formas de trote, divulgando uma cultura de paz, que enfrente a
discriminação e combata a exposição vexatória das mulheres. Procurada
pela Agência Brasil, a emissora informou por e-mail que não comentará a
representação.
O presidente do conselho, Michel
Platini, disse que crianças e adolescentes estão entre os
telespectadores do programa, que “cultua atos de violência e
agressividade”. “(Isso nos) preocupa muito. Não podemos deixar que um
programa nacional influencie nossa sociedade negativamente”, disse ele.
“O programa excede os limites, veicula
trotes, naturalizando esse comportamento e educando o seu público a
reproduzir esses atos em outros ambientes, inclusive nas escolas. A cada
edição, os direitos humanos são afrontados, eles (responsáveis pelo
programa) não têm ideia dos desdobramentos que podem causar”, destacou
Platini.
O último balanço feito pela coordenação
da campanha ‘Quem Financia a Baixaria é contra a Cidadania’ revelou que o
programa Pânico na TV, que era veiculado pela pela emissora Rede TV e
passou a ser transmitido pela Band, lidera o ranking de reclamações de
telespectadores. A campanha tem o apoio da Comissão de Direitos Humanos e
Minorias da Câmara.
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