O documento trata de uma investigação
realizada ao longo de um ano. Durante esse período, o Comitê do Senado
das Forças Armadas descobriu que um total de 1.800 peças falsificadas
foram usadas em aeronaves militares americanas.
O problema foi atribuído às limitações
da rede de abastecimento de peças existente nos Estados Unidos e ao
fracasso chinês em conter seu mercado ilegal.
Falha em uma peça importante da aeronave pode trazer riscos a segurança nacional americana e a vida dos soldados
Segundo o comitê, a falha em uma peça
importante pode ocasionar riscos e ameaçar a segurança nacional
americana, e, além disso, acarretar custos elevados para o Departamento
de Defesa.
O documento afirma que os militares
americanos dependem de uma série de ”pequenos e incrivelmente
sofisticados componentes” encontrados em sistemas de visão noturna,
rádios e aparelhos de GPS. A falha de uma única peça poderia colocar um
soldado em risco, disse o relatório.
O comitê do Senado afirmou ainda que
peças falsas foram achadas em helicópteros SH-60B utilizados pela
Marinha, em aviões de carga C-130J e C-27J e no avião Poseidon P-8A da
Marinha.
Depois da China, as maiores fontes de peças falsificadas para aviões militares são a Grã-Bretanha, segundo o documento.
Críticas
Mas os senadores concluíram ainda que
programas do Departamento de Defesa, como o Programa de Intercâmbio de
Dados de Indústrias e o Governo (Gidep, na sigla em inglês), que visa
rastrear peças falsificadas, vem ”deixando a desejar”.
Entre 2009 e 2010, o Gidep recebeu
apenas 217 relatos relativos a supostas peças falsificadas, a maioria
delas vieram de apenas seis companhias. Somente 13 relatos foram
fornecidos por agentes governamentais.
O documento elogia, no entanto, o Ato de
Autorização de Defesa Nacional, promulgado pelo presidente Barack Obama
no final do ano passado para combater a entrada de peças falsificadas
no país e reduzir a terceirização de componentes de fornecedores
desconhecidos.
A divulgação do relatório sobre a China
se dá em um momento em que os Estados Unidos estão procurando
intensificar sua estratégia de defesa para a região Ásia-Pacífico.
O Departamento de Defesa também está se
preparando para cortar cerca de US$ 450 bilhões (R$ 912 bilhões) de seu
orçamento ao longo da próxima década.
Fonte: Verdade Gospel
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